-
Acerto no erro.
Tudo que eu falo é você.
Tudo que eu penso é você.
Tudo que eu escrevo é você.
Isso é injusto com todas as coisas bonitas que existem.
Já tentei pensar em chocolate, em borboletas, em dias chuvosos, em uma tarde na praia, em piquenique no parque, em uma bela noite de sono.
Tentei pensar em inúmeras possibilidades de te esquecer.
Mas não consigo.
E duvido que se conseguisse, iria querer.
Você foi, é e será sempre uma das melhores coisas que me aconteceram.
Nosso futuro é incerto, e essa é uma certeza.
Mas não entendo de certeza.
Até poucos dias estava certo que não gostava de você. Entretanto, num estive tão errado pensando estar tão certo.
Era o errado no certo.
E talvez eu seja o certo no errado.
Eu quero ser mais que um erro, quero ser um acerto.
Quero ser preto no branco, sol na chuva, calda no sorvete.
Quero ser música no ônibus, quero ser um sorriso na multidão.
Quero ser diferente, quero ser a diferença.
Mas quero isso tudo agora, de uma vez. -

Eu não sou como as pessoas imaginem que eu seja.
Não sou diferente, não sou inteligente. Gosto de ler mas isso não significa que eu fique em casa o dia todo. Também gosto de sair, mas isso não quer dizer que eu não preste. Assisto filmes antigos mas também assisto aos lançamentos. Gosto de usar roupas de uma cor só.
Eu tropeço sempre, talvez pelos meus pés serem grandes demais e eu ainda não ter me acostumado com eles. Também gosto de ouvir música alta.
Escrevo sempre que posso mas nem sempre que tenho vontade.
Como comida japonesa uma vez por semana, tomo Coca-Cola bem gelada. Gosto de chá de lichia e também de gengibre.
Adoro ficar de pijama e odeio ficar pelado, ao contrário da maioria dos garotos da minha idade.
Gosto de privacidade e intimidade. Mas também gosto de gritar na rua, passar vergonha, cantar no metrô, dançar enquanto volto pra casa.
Ouço músicas tristes para me deixar mais triste até chorar.
Tenho que usar óculos mas eles me incomodam.
Meu salgadinho favorito é Doritos e eu só não como mais porque não gosto da cor laranja que ele deixa nos dedos.
Diferente de toda a população da minha cidade, gosto muito de andar de metrô. Converso com as pessoas ao meu redor, dou bom dia à todo mundo e sorrio sempre.
Dou elogios e abraços, tantos quanto conselhos.
Não tenho perspectiva do futuro, mas tenho expectativa.
Esse sou eu.
Esse sou seu.
Sou seu. -

Você está há 386 km de distância, e mesmo assim é a coisa mais próxima de um motivo pra sorrir que eu tenho.
Você ainda é a razão de eu chegar às 11 da noite do trabalho e querer entrar na internet, já que é a única forma de te ver sorrir (mesmo que por uma foto).
É um dos poucos motivos para eu rir sem razão. E você nem sabe.
Também é a razão porque escrevo. Nessa rotina massacrante, você é o ponto alto do dia.
Sinceramente, você foi a melhor coisa que me aconteceu em anos.
Antes de te conhecer, já duvidava ser capaz de gostar de alguém. Duvidava que fosse me importar mais com a felicidade de alguém que a minha. Não acreditava na possibilidade de um sentimento diferente do egocentrismo.
Mas o que sou eu pra acreditar em algo quando você muda cada pensamento ruim que eu tenho?
Se estou triste, é ver sua foto que me dá uma ponta de felicidade.
Se estou bravo, uma conversa contigo me acalma.
Sei que tudo isso é piegas e fora de moda, talvez até sem sentido.
Mas o que faz sentido quando se gosta de alguém? -
Odeio gostar de você. Mas me faz bem.
– Gustavo Azevedo (desabafodeumnerd)
Eu gosto de você mais do que imaginei que fosse possível. Aliás, gosto mais de você que qualquer outra coisa.
Quando te disse isso, qual foi sua reação?
“Pense em outra coisa melhor.”
Não há.
Tentei pensar em chocolate, em dormir, no meu livro favorito, numa tarde na praia, numa Coca-Cola gelada, em filhotes de cachorro pulando em mim, em um filme de comédia.
Tentei pensar nisso e em mais uma dúzia de coisas, mas não deu certo… Você ainda é a melhor coisa em que pude pensar.
E minha imaginação voa longe.
Eu, você, um parque, uma cesta de piquenique, uma toalha quadriculada, um radinho a pilhas, alguns sushis, piadas a toa, um pôr do sol, mãos dadas, risadas, um beijo roubado, mais risadas.
Só isso basta.
Ta aí, pensei em algo melhor que você.
Nós. -

O pior não é sentir saudade. É olhar para as fotos que tiramos e saber que nada será como antes.
Difícil saber o que será de mim.
Antes não sabia o que era você.
Depois não sabia o que aconteceria com um nós.
Agora não sei o que é de mim sem te ter.
Sentir sua falta dói. Dói saber que agora existe uma distância que sempre garantimos que não existira.
Dói entender que vou acordar, olhar para o lado e não te ver.
Dói.
Mas sigo em frente. -

Existem uma sem-número formas de amor.
Existe aquele amor de mãe, que é incondicional, racional, preocupado.
Existe aquele amor de filho, que é totalmente despreocupado e inconstante.
Existe também o amor de irmão, que é mais briga que amor.
Existe ainda o amor de amigo, que normalmente é finito e irracional.
Existe o amor de família, que nem sempre está lá, mas está.
Existe o amor de metrô, que vem, a gente se apaixona mas ele desce na próxima estação.
Existe o amor de televisão, ele lá dentro e a gente aqui fora.
Existe o amor próprio, que está sendo esquecido.
Existe até o amor sozinho, que só um ama.
Existe o platônico, onde se ama mas uma das partes não sabe.
Existe o amor pela arte.
Existe o amor pela comida.
Existe inclusive amor pelos animais.
Existe o amor por ele mesmo.
Existe o amor por tudo.
E existe o nosso amor.
Na minha humilde opinião, esse último é o que vale mais.
Toda forma de amor é válida.
Toda forma de amor.
Cada singelo gesto ainda é um gesto de amor.
Cada palavra ainda é uma palavra de amor.
Cada passo ainda é um passo de amor.
E cada amor ainda é amor.(Gustavo Azevedo,
desabafodeumnerd) -
Eu sinto sua falta.
Mais do que achei que fosse possível sentir.
Sinto falta de todas as risadas que demos, sinto falta da nossa amizade.
Sinto falta de nossas brincadeiras, das nossas madrugadas conversando, jogando e tomando coca-cola.
Lembra quantos livros te emprestei pra você ler e você se viciou tanto quanto eu? E quantos litros de suco foi quando eu te mostrei o que era o tereré? Quantas músicas ouvidas? Quantas partidas de War? Quantos jantares japoneses?
Se lembra de tudo isso?
Pois eu me lembro, de cada mínimo detalhe.
Quem disse que esse é o ponto final?
Essa aqui é só mais uma vírgula, uma pausa.
Ainda tem muito mais história pela frente! -

Pra ele ainda era fácil seguir em frente. Ele não sentia os sintomas de “amor verdadeiro”. Eram borboletas na barriga, um suor gelado escorrendo pelas costas, um sorriso torto ao passar por quem se ama.
Já ela escondia risadas frouxas. Seus olhares não tinham outro objetivo senão achá-lo. Ela até queria contar tudo pra ele, assim, de uma vez só. Como arrancar Band-aid, rápido para não doer tanto. Até tomou coragem uma ou duas vezes para ir até ele. Mas chegou e… e… e… CADÊ AS PALAVRAS?
Odiou-se por umas duas semanas. Como tinha emudecido? Tinha ensaiado tantas vezes no silêncio do seu quarto.
Aliás, como ele podia sequer olhar para ela? A menina estranha do colégio, que passava o dia lendo, com um copo de café na mão, óculos de grau e sempre um livro em baixo do braço. Ele, o menino bonito, que tinha todos os amigos e admiradores.Não eram nem dois mundos diferentes. Eram dois universos completamente opostos.
Mas a vida é uma criança travessa, que finge que ignora mas está prestes a aprontar mais uma.
Ele passou por ela aquela tarde, sentiu o perfume dela e parou. Era um cheiro doce de baunilha. Um cheiro que sugeria cuidado, carinho. Sugeria uma vida juntos.
Deu seu telefone para ela.
Ela?
Baixou a cabeça e sorriu, colocando uma mecha do cabelo atrás da orelha.
Era o começo de uma vida.
Só a primeira página.
-

Quem me vê desse jeito não imagina meu estado real. Fica fácil me ver sorrindo, brincando e fazendo piadas.
É bom imaginar que não se tem problema, ignorar os meus, engolir as dores e deixar rolarem pela calada da noite as lágrimas.
Quando eu acho que tudo está entrando nos eixos, perco o rumo.
Minha rotina me sufoca: trabalho, amigos, compromissos, família… Estou me afogando na minha própria vida.
Sim, eu finjo muito bem. “Estou bem… :)” Não, não estou. Dói.
E eu nem sei mais o que é estar bem.
Eu tenho que resolver os meus problemas mas não dá. Porque pego os problemas de quem eu amo pra mim e resolvo eles.
As pessoas tendem a achar que eu sou forte, que aguento, que tenho a vida fácil, já que eu faço ela parecer assim. Mas não é bem assim.
Aqui vão algumas confissões: Eu choro toda noite antes de dormir. Eu rezo pedindo pra eu ficar bem, só isso. Eu tenho vontade de desistir. Eu não estou contente com muitos aspectos da minha vida agora.
Sabe o que dói mais?
É saber que eu tenho acertar, fazer tudo certo, seguir uma vida sem maldade e erros, mas as pessoas continuam me derrubando e afundando.
Minha vida de erros eu estou enterrando, mas os fantasmas do meu passado me assombram e todo mundo faz questão de me lembrar disso.
Até quando? Até quando esse sofrimento?
Eu estou ouvindo Clarice Falcão, chorando e pensando em desistir.
Mas amanhã tenho que trabalhar, então boa noite… -

Traga menos fotos e mais momentos. Traga menos histórias e mais sorrisos. Traga menos desejos e mais realizações. Traga menos e leve mais.
Gosto quando as pessoas vem com coisas para compartilhar, mas gosto ainda mais quando podemos compartilhar juntos as mesmas coisas.
Adoro ouvir história, mas prefiro escrevê-las junto.
Quero você comigo.
Sempre.
Mas quero que estar comigo signifique estar completamente comigo, e não somente corpo presente.
Vamos tirar umas fotos, dar umas risadas, pular em algumas piscinas, comer algumas coxinhas, rolar nos gramados, pular ondinhas, procurar figuras em uma ou outra nuvem.
E depois lembrar.
Como se não pudéssemos esquecer.
Gustavo Azevedo